Relação com outras capacidades.

 

Força e Mobilidade: a mobilidade não sofre qualquer influência, positiva ou negativa, aquando do crescimento da força muscular. Todavia, o aumento da mobilidade que acompanha o desenvolvimento da força dos músculos periarticulares (na ginástica de aparelhos) exige uma grande quantidade de exercícios de alongamentos e flexibilidade. Só um aumento considerável da massa muscular (halterofilismo), se negligenciarmos, em paralelo, os exercícios de compensação, poderá conduzir a uma sensível limitação mecânica dos movimentos.

Força e Capacidades de Coordenação: o aumento da força não exerce influência negativa nas capacidades de coordenação. De qualquer forma, é preciso, imediatamente após um treino de força, contar com uma redução do comando muscular de detalhe, no seguimento do aumento do tónus muscular. É preciso evitar, por outro lado, qualquer treino exclusivo da força, sem aprendizagem da coordenação específica da modalidade.

Força e Resistência (longa duração): assim que a secção transversal do músculo aumenta, por causa da perturbação das trocas de substratos energéticos e de oxigénio, bem como da eliminação das quebras, a performance da resistência diminui. Os correlatos orgânicos que permitem as capacidades de força e resistência não podem, em simultâneo, ter um desenvolvimento máximo. A expressão “ele é tão forte que não pode correr mais” significa exactamente que o desenvolvimento extremado de uma das capacidades de condição física impede as outras. Mas a capacidade de fornecer um trabalho em repetições contra fortes resistências (50 por cento ou mais da força máxima) não diminui. Como nesse caso é a força-resistência que é privilegiada, o desportista que tenha a maior força máxima pode efectuar um maior número de repetições.

 


Formas de avaliação da Força.  ―  Conclusões.